O Banco do Brasil (BBAS3) apresentou, no segundo trimestre de 2025 (2T25), um desempenho que reforça sua Solidez em Crescimento, consolidando sua posição como um dos pilares do sistema financeiro nacional.
Para o investidor “Buy and Hold”, os resultados demonstram a capacidade do banco em manter uma Geração de Valor consistente, mesmo em um cenário de ajustes contábeis e de mercado.
Este relatório analisa a fundo os números do 2T25 em comparação com o 2T24, destacando os principais indicadores financeiros e operacionais, os múltiplos de mercado, a estrutura de capital e a análise técnica, para fornecer uma visão abrangente sobre o papel da BBAS3.
📊 Análise Fundamentalista: Os Pilares da Solidez em Crescimento
O desempenho do Banco do Brasil no 2T25 reflete uma gestão equilibrada que, apesar dos impactos da nova norma contábil, demonstrou capacidade de adaptação e continuidade na Solidez em Crescimento de sua operação.
O Lucro Líquido Ajustado do Banco do Brasil atingiu R$ 3,8 bilhões no 2T25. Embora este valor represente uma diminuição em relação ao lucro do 2T24 (R$ 9,5 bilhões), é crucial notar que a queda é amplamente explicada pela entrada em vigor da Resolução CMN 4.966/2021 em janeiro de 2025.
Essa nova norma alterou significativamente a contabilização de perdas esperadas associadas ao risco de crédito, levando a um aumento substancial no Custo do Crédito, que saltou 103,8%, de R$ 7.807,1 milhões no 2T24 para R$ 15.907,8 milhões no 2T25.
Tal ajuste contábil, embora reduza o lucro reportado no curto prazo, visa alinhar as práticas brasileiras às normas internacionais, aumentando a transparência e a segurança para o sistema financeiro (Sumário do Resultado 2T25.pdf, p.1).
A Margem Financeira Bruta (MFB) do banco totalizou R$ 25.061,1 milhões no 2T25, apresentando uma leve redução de 1,9% em comparação com os R$ 25.548,9 milhões registrados no 2T24.
Apesar da pequena retração, a MFB demonstra a resiliência do core business do banco, sustentada pela expansão da carteira de crédito e uma gestão eficaz de passivos e taxas de juros.
As Receitas de Prestação de Serviços (RPS) mantiveram um crescimento positivo, atingindo R$ 8.753,8 milhões no 2T25, um aumento de 1,1% em relação aos R$ 8.661,5 milhões do 2T24.
Este crescimento, embora modesto, é fundamental para a diversificação das receitas e a manutenção da Solidez em Crescimento da Companhia, indicando uma performance robusta em áreas como seguros, consórcios e administração de fundos.
No que tange às despesas, as Despesas Administrativas se mantiveram praticamente estáveis em R$ 9.676,1 milhões no 2T25 em comparação com o 2T24.
As Despesas de Pessoal registraram um leve aumento de 1,9%, passando de R$ 6.322,2 milhões no 2T24 para R$ 6.444,3 milhões no 2T25.
O controle rigoroso das despesas, em um contexto de inflação e investimentos em tecnologia, é uma demonstração da disciplina de custos do Banco do Brasil e contribui diretamente para a sua Rentabilidade Sustentável.
Carteira de Crédito e a Força da Solidez em Crescimento 🏦
A Carteira de Crédito Total do Banco do Brasil continua sua trajetória de Solidez em Crescimento, alcançando R$ 1.231.084,2 milhões no 2T25, um aumento de 6,8% sobre os R$ 1.152.923,6 milhões do 2T24.
Este crescimento é distribuído em diversos segmentos:
- Pessoa Física: A carteira de crédito para pessoas físicas cresceu 8,2%, atingindo R$ 342.512,3 milhões no 2T25 (Séries Históricas 2T25.xlsx – Carteira de Crédito PF.csv). Esse avanço reflete a diversificação de produtos e a aderência às necessidades dos clientes.
- Pessoa Jurídica: O segmento de Pessoa Jurídica foi o que apresentou o maior dinamismo, com um crescimento expressivo de 29,3%, alcançando R$ 345.203,1 milhões no 2T25 (Séries Históricas 2T25.xlsx – Carteira de Crédito PJ.csv). Esse desempenho sublinha a importância do Banco do Brasil no financiamento de empresas e na recuperação econômica do país.
- Agronegócios: A carteira de Agronegócios, um forte diferencial do BB, cresceu 3,6%, totalizando R$ 404.900,0 milhões no 2T25 (Sumário do Resultado 2T25.pdf, p.1; Séries Históricas 2T25.xlsx – Carteira Agro.csv). Mesmo com um crescimento menor que os demais, o segmento agro permanece como um pilar de Solidez em Crescimento para o banco, dada sua liderança histórica e o volume de recursos direcionados ao setor.
Apesar do aumento do Custo do Crédito devido à nova norma contábil e a um cenário macroeconômico de maior risco, o crescimento da carteira de crédito em todos os segmentos demonstra a confiança do banco em sua capacidade de gestão de risco e na qualidade de seus ativos.
📈 Múltiplos e a Percepção de Valor da Solidez em Crescimento
A análise dos múltiplos do Banco do Brasil (BBAS3) no 2T25, com o preço de fechamento ajustado para R$ 22,09 em 30/06/2025, oferece uma nova perspectiva sobre a avaliação de sua Solidez em Crescimento, eficiência e a capacidade de gerar retornos para os acionistas.
P/L (Preço/Lucro) LTM: Baseado no preço de fechamento da data da divulgação do balanço e o Lucro por Ação (LPA) LTM de R$ 5,03 (2T25), o P/L LTM do BBAS3 agora é de aproximadamente 4,39x.
Este múltiplo, significativamente mais baixo que o inicialmente calculado e também abaixo da média do setor, pode indicar que a ação está subvalorizada, especialmente considerando a Solidez em Crescimento e os fundamentos do banco.
- Comparação Setorial (P/L LTM de referência para 2T25):
- Itaú Unibanco (ITUB4): ~7x-9x
- Bradesco (BBDC4): ~8x-10x
- Santander Brasil (SANB11): ~6x-8x
O P/L do Banco do Brasil se destaca por estar abaixo dos seus principais pares privados, o que pode ser percebido como uma oportunidade para investidores de longo prazo que buscam valor.
P/VP (Preço/Valor Patrimonial): O Valor Patrimonial por Ação (VPA) do BBAS3 no 2T25 está em R$ 32,03 (Patrimônio Líquido de R$ 183.549 milhões / 5.730 ações). Baseado no preço de fechamento, o P/VP LTM do BBAS3 é de aproximadamente 0,69x.
Este múltiplo, ainda mais distante de 1,0x, reforça a ideia de que o mercado pode estar precificando o banco com um desconto considerável em relação ao seu valor patrimonial contábil.
- Comparação Setorial (P/VP LTM de referência para 2T25):
- Itaú Unibanco (ITUB4): ~1.2x-1.5x
- Bradesco (BBDC4): ~1.0x-1.3x
- Santander Brasil (SANB11): ~0.8x-1.0x
O P/VP extremamente baixo do Banco do Brasil, quando comparado com seus concorrentes, pode sinalizar uma percepção de risco político ou uma avaliação conservadora pelo mercado.
Contudo, para o investidor de valor, um banco com a escala e a Solidez em Crescimento do BB, negociando abaixo de seu valor de livro, merece atenção.
ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) LTM: O ROE LTM do Banco do Brasil no 2T25 ficou em 10,06%. Este indicador fundamental de rentabilidade não é diretamente afetado pela cotação da ação, mas pela capacidade do banco de gerar lucro a partir de seu patrimônio. Ele demonstra a Geração de Valor consistente do banco.
- Comparação Setorial (ROE LTM de referência para 2T25):
- Itaú Unibanco (ITUB4): Geralmente acima de 15%.
- Bradesco (BBDC4): Geralmente acima de 14%.
- Santander Brasil (SANB11): Geralmente acima de 14%.
O ROE LTM do Banco do Brasil se mantém em um patamar competitivo e alinhado aos bancos privados, reiterando sua eficiência operacional e a capacidade de sustentar a Rentabilidade Consistente.
Dividend Yield (DY) LTM: Considerando o preço de R$ 22,09 e estimando dividendos LTM de R$ 1,159 por ação, o Dividend Yield LTM do BBAS3 seria de aproximadamente 5,65%, porém é bem provável que este valor será impactado pela redução significativa do lucro líquido.
Este é um patamar de DY excepcionalmente alto e altamente atrativo para investidores que buscam renda passiva. Ele reflete a política de pagamentos robusta do banco combinada com a recente queda do preço da ação, amplificando o rendimento para o investidor.
Estrutura de Capital e a Inquestionável Solidez em Crescimento 🛡️
A estrutura de capital do Banco do Brasil é um de seus maiores pontos fortes, garantindo a Solidez em Crescimento mesmo diante de cenários desafiadores.
O Índice de Basileia do BB foi de 14,14% no 2T25, um aumento de 0,65 p.p. em relação aos 13,49% do 2T24.
O Índice de Capital Principal também apresentou melhora, subindo de 10,53% no 2T24 para 10,97% no 2T25.
Ambos os índices estão confortavelmente acima dos mínimos regulatórios exigidos pelo Banco Central, o que atesta a forte capitalização do banco e sua capacidade de absorver perdas inesperadas.
Uma capitalização robusta é essencial para um banco, pois confere resiliência e a capacidade de continuar a expandir sua carteira de crédito e suas operações, assegurando a Solidez em Crescimento no longo prazo.
A melhora desses indicadores, mesmo com o ajuste contábil que impactou o lucro do trimestre, é um sinal muito positivo de saúde financeira.
📈 Análise Técnica do Gráfico Diário: O Reflexo da Solidez em Crescimento no Preço

O gráfico diário da BBAS3 revela uma dinâmica de preço que, embora possa apresentar volatilidade de curto prazo, tende a refletir a intrínseca Solidez em Crescimento do Banco do Brasil.
Para o investidor que busca posicionamento de longo prazo, a análise técnica é uma ferramenta valiosa para identificar momentos de potencial aporte.
Tendência Atual do Ativo: Ao observar o gráfico, a tendência atual do ativo BBAS3 parece ser de baixa no curto e médio prazo, mas com a possibilidade de uma reversão ou lateralização se aproximando de níveis de suporte importantes.
A linha azul (MA20) e a linha verde (MA50) estão consistentemente abaixo da linha vermelha (MA200), e todas elas mostram uma inclinação descendente.
Este cenário indica que os preços de fechamento recentes estão abaixo de suas médias de curto e médio prazo, e que a média de longo prazo (MA200) também aponta para baixo, confirmando a pressão vendedora.
Pontos de Potencial Aporte para Investidores:
- RSI (Relative Strength Index) de 9 períodos no Rodapé:
- O RSI é um oscilador que mede a força dos movimentos de preço. Quando o RSI se encontra na região de sobrevenda (abaixo de 30) e começa a mostrar um fundo ascendente (divergência altista) ou um cruzamento para cima da linha de 30, isso pode indicar que a pressão vendedora está se esgotando. Esse é um ponto comum onde tanto investidores institucionais quanto pessoas físicas atentas ao momento técnico podem considerar aportes. A ideia é capturar o início de uma recuperação após um período de intensa desvalorização, aproveitando o que pode ser uma “pechincha” em um ativo de Solidez em Crescimento.
- Níveis de Suporte e Resistência (Observação Visual do Gráfico):
- Suportes: As mínimas anteriores visíveis no gráfico ou zonas de consolidação onde o preço da BBAS3 encontrou um “piso”. Esses níveis históricos de suporte, onde o volume de compra superou o de venda no passado, são locais onde grandes players tendem a aparecer novamente, realizando aportes significativos. Para o investidor de longo prazo, a capacidade da BBAS3 de testar e respeitar esses suportes (sem rompê-los para baixo com força) reforça a tese de Solidez em Crescimento e a confiança no ativo.
Em resumo, para a BBAS3, a atual tendência de baixa no curto/médio prazo pode estar criando oportunidades em níveis de suporte, além de sinais de exaustão da venda no RSI. Investidores atentos à Solidez em Crescimento da empresa e à sua capacidade de recuperação podem encontrar nesses pontos referências para seus aportes estratégicos.
Valuation do Banco do Brasil
Utilizando o cálculo do modelo de Gordon com base nos dados contábeis atuais e na última divulgação de payout (35,4%) o preço justo por ação do BBAS3 seria de R$ 15,13.
⚠️ Riscos e o Futuro da Solidez em Crescimento
Apesar de sua Solidez em Crescimento, o Banco do Brasil está exposto a riscos inerentes ao setor bancário.
A desaceleração econômica, o aumento da inadimplência (especialmente no agronegócio e MPMEs, como visto no impacto da nova norma contábil), e as flutuações nas taxas de juros (Selic) podem impactar a margem financeira.
Além disso, a concorrência no setor, impulsionada pelas fintechs e bancos digitais, exige constante inovação e adaptação.
A influência do governo como acionista controlador também é um fator a ser considerado, embora a gestão do banco tenha demonstrado profissionalismo.
No entanto, o Banco do Brasil possui vantagens competitivas robustas: sua capilaridade (maior rede de agências do país), a forte presença no agronegócio, a diversificação de produtos e serviços (seguros, previdência, cartões) e a sua sólida base de capital.
A capacidade de gestão de risco, a eficiência operacional e o foco em inovação garantem que o BB está bem posicionado para continuar a navegar pelos desafios do mercado e manter sua trajetória de Solidez em Crescimento e Geração de Valor no longo prazo para seus acionistas.
⚠️Disclaimer
Este relatório tem fins informativos e não constitui recomendação de compra ou venda de ativos. O investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão de investimento.
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Escrito por Rodrigo Tomazini em 21/08/2025